Irã assina acordo inicial de paz com os EUA após guerra com Israel, diz professor
O Irã assinou um acordo inicial de paz com os Estados Unidos na quarta-feira, 17 de junho, após a guerra travada contra os EUA e Israel. A avaliação é de Vitelio Brustolin, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal Fluminense e pesquisador de Harvard, citado no material de apoio. Segundo ele, o entendimento representa uma vitória parcial para Teerã, apesar das perdas acumuladas ao longo do conflito.
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De acordo com a análise, o Irã sofreu a morte de milhares de civis e perdeu boa parte de sua Força Aérea e de sua Marinha. O texto também afirma que o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, morreu em consequência dos ataques estrangeiros. Ainda assim, o país conseguiu manter o controle do Estreito de Ormuz e usar essa posição estratégica para levar suas exigências à mesa de negociação.
O Estreito de Ormuz é descrito como um ponto central para o escoamento de boa parte do petróleo e do gás mundial. O material informa que a passagem foi fechada por Teerã em fevereiro, em resposta à ofensiva militar de EUA e Israel, o que elevou os preços no mercado internacional e provocou efeitos em cadeia no comércio global. A manutenção desse controle é apresentada como um dos principais fatores que permitiram ao Irã negociar em posição de força relativa.
A importância do acordo vai além do fim formal das hostilidades. Segundo Brustolin, a guerra não girava apenas em torno do estreito, mas do objetivo de conter a projeção de poder do Irã no Oriente Médio. O professor afirma que esse era o objetivo declarado de Pete Hegseth no início do conflito, e que o resultado parcial da negociação mostra que Teerã conseguiu preservar capacidade de influência regional.
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O texto também aponta que o Irã segue com poder para se impor militarmente frente a países da região, incluindo adversários e aliados dos americanos, como Arábia Saudita, Kuwait e Bahrein. Esses países teriam sido alvos constantes de ataques ao longo do conflito, segundo a análise citada. Além disso, o Irã negocia o fim de sanções e o acesso a um fundo de US$ 300 bilhões, sem necessariamente desmantelar sua rede de influência regional.
Entre os grupos citados nessa rede estão o Hezbollah, no Líbano, e os houthis, no Iêmen, ambos descritos no material como organizações vistas como terroristas por parte da comunidade internacional. O texto também relaciona o conflito ao contexto mais amplo aberto pelos ataques do Hamas em outubro de 2023, que levaram Israel a ampliar sua ofensiva contra vários inimigos regionais. O que ainda não está claro, com base no material, é como serão implementados os termos do acordo, quais sanções poderão ser suspensas e se o entendimento resistirá a eventuais novas tensões na região.

